Há inúmeras similaridades entre Diddy e Jeffrey Epstein. Ambos tinham o potencial de colocar pessoas poderosas em situações comprometedoras, e ambos tiveram que ser “neutralizados” antes que pudessem causar algum dano. Veja a seguir como estão demolindo Diddy de maneira cuidadosamente controlada.
Por décadas, rumores insistentes sobre as atividades depravadas de Diddy circularam pela indústria do entretenimento. Muitas pessoas testemunharam coisas inomináveis, mas quase todas mantiveram a boca fechada. E, quando questionadas especificamente sobre essas coisas, quase todas diziam: "Não posso comentar sobre isso". E elas continuam a não comentar.
Isso porque revelar o que realmente aconteceu nessas festas exigiria revelar não apenas as tendências de Diddy, mas também as tendências de toda a indústria do entretenimento e da elite que a controla.
Não estamos falando de meras festas decadentes. Estamos falando de estupro, de escravas sexuais e de abuso de menores. Diddy não inventou nada disso, mas ele era excessivamente descarado e entusiasmado.
Apesar de ser culpado de crimes reais puníveis por lei, Diddy de alguma forma permaneceu um homem livre por décadas. Apesar da montanha de evidências e relatos de testemunhas, as autoridades sempre foram lenientes e lhe deram um passe livre todo esse tempo. Isso levou as vítimas e a comitiva de Diddy a acreditarem que ele era virtualmente "intocável". Ele também pensava assim.
Haviam razões para tal: ele estava conectado a pessoas poderosas e influentes. Mais importante: ele tinha "os podres" de pessoas poderosas e influentes — alguns gravados em vídeo. Isso o fez se tornar ainda mais ousado em suas ações, ao mesmo tempo em que reduzia suas vítimas e as testemunhas ao silêncio por medo de retaliação, ostracismo, ou pior.
Não há nada novo nessa história. Mais de três anos atrás, o The Vigilant Citizen publicou um artigo intitulado "The Bad Boy Records Curse: Why So Many Artists Who Signed With Diddy Became Religious?" no qual ele documentou vários artistas que depois de assinaram com Diddy deram uma guinada de 180º em suas vidas e viraram religiosos fervorosos. Como explicado no artigo, não foi uma coincidência. Essas pessoas viram coisas que as perturbaram espiritualmente de maneira profunda, e buscaram refúgio na religião.
A maioria dos eventos listados naquele artigo aconteceu na década de 1990. Mas Diddy nunca parou nas décadas seguintes. Ele até encontrou uma maneira de transformar suas festas em festas legais, modernas, amigáveis à mídia, patrocinadas por empresas e verdadeiras "celebrações à excelência". Mas secretamente, elas eram celebrações à decadência.
Reverendo Al Sharpton e Mary J. Blige na White Party de Diddy em 2004. |
Sob muitos aspectos, Diddy era um Jeffrey Epstein negro. E ele pode acabar como ele acabou.
Jeffrey Epstein Negro
Assim como Jeffrey Epstein, Diddy tinha riqueza e influência consideráveis, o que o levou a conviver com os principais políticos, empresários e celebridades. Assim como Epstein, Diddy organizou reuniões que descambavam para orgias, envolvendo uma combinação de pessoas ricas e poderosas com escravos sexuais fortemente drogados – tanto homens quanto mulheres. Sob a supervisão de Diddy, vários “grandes nomes” se envolveram em atividades que variavam do embaraçoso ao declaradamente criminoso. Muitos desses encontros foram filmados e, quer ele soubesse ou não, Diddy construiu uma enorme biblioteca de material para chantagem.
Para citar uma música de Kanye West, “Nenhum homem deveria ter todo esse poder”. Isso é definitivamente o que seus amigos da elite oculta acreditavam. Diddy não poderia continuar possuindo esse material e usá-lo como alavanca. Pior ainda, esse material poderia ser roubado e vazado. Assim, como Epstein, Diddy precisava ser neutralizado, e todas as filmagens comprometedoras tinham que ser apreendidas.
Não estamos falando apenas de rappers derramando champanhe em modelos de vídeo. Menores estavam envolvidos. No dia 1º de outubro, o advogado Tony Buzbee abriu um processo contra Diddy envolvendo 120 vítimas de abuso. A vítima mais jovem tinha apenas nove anos. Assim como Epstein, o caso de Diddy pode colocar pessoas "importantes" em uma situação terrível. Buzbee afirmou que o processo envolverá muitos "nomes conhecidos", incluindo "poderosos executivos de hotéis, banqueiros e chefes farmacêuticos".
Dizem que alguns dos maiores executivos da música dos Estados Unidos estão em pânico, já que um importante advogado alertou que cúmplices de alto escalão de Sean “Diddy” Combs serão nomeados em uma nova onda de processos de acusadores — e “os nomes vão chocar você”.
"Muitas pessoas no mais alto nível, incluindo artistas, executivos, gerentes e outros, não estão dormindo bem agora", disse Bryan Freedman ao Page Six.
Aqueles que conscientemente permitiram e/ou encorajaram o comportamento enquanto permaneceram em silêncio devem se preocupar. No mês passado, o ex-executivo de uma gravadora e criminoso condenado, Suge Knight — rival de longa data de Diddy, agora preso por homicídio culposo — alegou à NewsNation que o ex-funcionário de Diddy, o veterano A&R "Tubby" Holiday, contratava garotas jovens e menores de idade para Diddy traficar sexualmente.
"O trabalho desse cara era trazer garotas menores de idade que fariam sexo. Para funcionários e outros artistas", Knight alegou.
Holiday é agora presidente da Giant Records e cofundadora da Black Music Action Coalition. Não conseguimos falar com representantes de Holiday.
– Page Six
Como no caso de Jeffrey Epstein, derrubar Diddy é uma tarefa altamente delicada. Precisa ser uma demolição controlada. Quando um prédio é demolido, isso é feito por meio de uma implosão cuidadosamente calculada para garantir que a estrutura desmorone sobre si mesma sem afetar os prédios ao redor. Foi exatamente isso que foi feito com Epstein e o que será feito com Diddy. Embora algumas pessoas possam ser difamadas pelas "revelações" que estão fadadas a acontecer nos próximos meses, os crimes mais significativos e os criminosos mais proeminentes (pedófilos da elite oculta) serão poupados - como no caso de Epstein.
Uma das principais razões pelas quais precisa haver uma demolição controlada de Diddy é devido a os seus laços políticos. Diddy não apenas “endossou” um candidato; ele está na folha de pagamento do Partido Democrata há décadas. Não é algo bom para a imagem destes políticos.
Diddy na Convenção Nacional Democrata de 2004 entrevistando Hillary Clinton. |
Ao longo dos anos 2000, Diddy foi o rosto do “Vote or Die” – uma iniciativa supostamente sobre encorajar os jovens a votar. Na verdade, era uma maneira indireta de transformar a MTV em uma campanha publicitária para o Partido Democrata. Algumas pessoas chamavam de “Vote (in us) or Die”.
Diddy ao lado de Hillary Clinton, John Cusack e Ben Affleck na Convenção Nacional Democrata de 2004. |
O relacionamento de Diddy com Obama foi além de um simples apoio. Os dois se encontraram várias vezes desde então, como exemplificado por esta publicação de Diddy no Facebook de 2017. |
Diddy com Obama em 2020. |
Em abril de 2020, Kamala Harris elogiou Diddy por divulgar propaganda da COVID, aprovada pela "elite", para a América negra. |
Diddy foi ligado, de muitas maneiras, ao poderoso casal Jay-Z e Beyoncé, e ele tem alguns podres deles. |
Jay-Z em "White Party" de Diddy em 2003. |
Ashton Kutcher estava festejando muito com Diddy. |
Tenho muita coisa que não consigo contar. Não consigo contar essa também... Na verdade, estou relembrando elas. Histórias de festa do Diddy, cara, isso foi uma coisa estranha de se ter na memória.
O relacionamento de Diddy com Justin Bieber envolve muito asseio prévio. E mais. |
Você já viu o filme 48 Horas? Agora mesmo Justin está tendo 48 horas com Diddy, ele e seu filho. Eles estão tendo os melhores momentos de suas vidas, tipo onde estamos saindo e o que estamos fazendo, não podemos realmente revelar. Mas é definitivamente o sonho de um garoto de 15 anos.Recebi a custódia dele. Sabe, ele assinou com Usher e eu tinha a tutela legal de Usher quando ele fez seu primeiro álbum. Eu fiz o primeiro álbum de Usher.Pelas próximas 48 horas, ele (Bieber) está comigo. E nós vamos ficar completamente loucos.
Escravidão sexual
Denzel sempre me disse, [quando] estávamos nas festas, "Você sai 30 minutos antes do diabo chegar. OK?" Sempre lembre-se de que Denzel saía das festas mais cedo.
De fato, um processo recente alega que delitos também ocorreram nesses eventos: em julho, Adria English, que foi contratada pelo Sr. Combs para trabalhar em uma série de White Parties em meados e no final dos anos 2000, o processou, alegando que ela foi intoxicada com drogas e bebidas alcoólicas como ecstasy nos eventos, e ordenada a fazer sexo com certos convidados, o que a tornou "um peão sexual". Jonathan Davis, advogado do Sr. Combs, negou em julho que seu cliente tivesse "agredido sexualmente ou traficado sexualmente alguém".Em seu processo de 114 páginas — que incluí um “aviso de gatilho” por causa de sua natureza gráfica — a Sra. English, que disse ter trabalhado em várias White Parties em meados do final dos anos 2000, sugeriu que o glamour era uma fachada. Em uma festa, ela disse que o Sr. Combs pediu que ela usasse um vestido preto para indicar aos outros convidados que ela estava disponível para encontros sexuais. Ela disse que mais tarde recebeu US$ 1.000 por um encontro com um convidado, de acordo com os documentos do tribunal.
– New York Times
"Uma pessoa que tinha 22 anos na época em que foi atacada disse que o modus operandi típico em uma dessas festas... era que quando lhe davam uma bebida, e agora sabemos que a bebida é misturada com alguma coisa, se você se recusasse a bebê-la, era expulso da festa", detalhou Buzbee.Em outro caso perturbador, uma mulher grávida adulta alega ter sido estuprada após participar de um jantar em grupo com Combs em Miami."Ela não estava bebendo porque estava grávida, mas o que quer que ela tenha bebido na mesa, aparentemente estava misturado com alguma coisa", afirmou Buzbee.'Ela desmaiou e acordou na mesma cama, novamente supostamente com o Sr. Combs em sua mansão em Miami. Sua vagina e seu ânus estavam rasgados e doloridos, e eu poderia continuar. E, literalmente, você está sentindo um tema aqui.'
– Page Six
Entre as 120 vítimas no processo de Tony Buzbee, 25 eram menores quando foram abusadas – entre 1991 e 2024.As vítimas mais jovens tinham 9, 14 e 15 anos quando foram vítimas, anunciou o renomado advogado em uma entrevista coletiva em Houston na terça-feira."Esse indivíduo, que tinha 9 anos na época, foi levado para uma audição na cidade de Nova York com a Bad Boy Records", revelou o advogado.'Este indivíduo foi abusado sexualmente supostamente por Sean Combs e várias outras pessoas no estúdio na promessa a seus pais e a ele mesmo de conseguir um contrato com uma gravadora.' 'Outros garotos estavam lá para fazer o teste também,' Buzbee declarou. 'Todos eles estavam tentando conseguir um contrato com uma gravadora. Todos eles eram menores.'"Outro menor supostamente disse que Sean Combs prometeu que o tornaria uma estrela, mas ele precisava visitá-lo em particular sobre isso, longe de seus pais. Uma vez que eles estavam em uma área privada, supostamente o Sr. Combs fez a vítima fazer sexo oral nele", disse Buzbee.'Um indivíduo, de 15 anos na época, voou para a cidade de Nova York para participar de uma festa, foi drogado e levado para uma sala privada, supostamente na presença do Sr. Combs, onde essa mulher — menor de idade — foi estuprada e, em seguida, outros indivíduos se revezaram para estuprá-la', detalhou Buzbee.– Daily Mail
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